Psicologia e Religião
A psicologia constitui um saber muito heterogéneo. Sendo variados os modelos interpretativos, com base em paradigmas conceptuais e princípios antropológicos de fundo, podem agrupar-se historicamente em quatro: psicodinâmico (psicanálise), comportamentalista, congnitivista, humanístico-existencial. Sobre a experiência religiosa cada modelo sugere uma chave de leitura própria.
Por exemplo, a psicanálise ensina-nos que a nossa história não pode mudar-se, porém é possível mudar as consequências do nosso passado no nosso presente. A história pessoal pode, assim, ser um lugar fechado, de angústia, de vergonha, ou transformar-se num trampolim, num motor, para uma vida que avança a partir do que somos e do que vivemos.
O objectivo geral da intervenção psicológica visa proporcionar a cada pessoa um espaço para a compreensão das suas histórias de vida fracturantes e disfuncionais e a integrá-las pela produção de alternativas de vida mais funcionais e se possível mais pessoais, através de estratégias adequadas que viabilizem a mudança e o crescimento.
O plano espiritual e o psicológico, não são duas vias paralelas, mas um caminho que atravessa toda a personalidade e se desenvolve a partir de um centro. Para que a cura interior seja profunda é preciso tocar todas as dimensões da personalidade, incluindo a relacional e a espiritual.
A dimensão da globalidade (holística), uma aproximação que aponte para a unidade não só “dentro da pessoa”, mas também “entre as pessoas”, representa um pressuposto indispensável se se quer ajudar alguém a ser feliz.
N.M.