Monday, October 29, 2007

Psicologia e Religião

 

 

A psicologia constitui um saber muito heterogéneo. Sendo variados os modelos interpretativos, com base em paradigmas conceptuais e princípios antropológicos de fundo, podem agrupar-se historicamente em quatro: psicodinâmico (psicanálise), comportamentalista, congnitivista, humanístico-existencial. Sobre a experiência religiosa cada modelo sugere uma chave de leitura própria.

Por exemplo, a psicanálise ensina-nos que a nossa história não pode mudar-se, porém é possível mudar as consequências do nosso passado no nosso presente. A história pessoal pode, assim, ser um lugar fechado, de angústia, de vergonha, ou transformar-se num trampolim, num motor, para uma vida que avança a partir do que somos e do que vivemos.

O objectivo geral da intervenção psicológica visa proporcionar a cada pessoa um espaço para a compreensão das suas histórias de vida fracturantes e disfuncionais e a integrá-las pela produção de alternativas de vida mais funcionais e se possível mais pessoais, através de estratégias adequadas que viabilizem a mudança e o crescimento.

O plano espiritual e o psicológico, não são duas vias paralelas, mas um caminho que atravessa toda a personalidade e se desenvolve a partir de um centro. Para que a cura interior seja profunda é preciso tocar todas as dimensões da personalidade, incluindo a relacional e a espiritual.

A dimensão da globalidade (holística), uma aproximação que aponte para a unidade não só “dentro da pessoa”, mas também “entre as pessoas”, representa um pressuposto indispensável se se quer ajudar alguém a ser feliz.

 

N.M.

 

Posted by N.M. at 22:33:39 | Permalink | No Comments »

Saturday, October 6, 2007

Sensibilidade e sabedoria

 

Para a teoria freudiana o inconsciente é uma espécie de grande recipiente onde são depositados os aspectos negativos, imaturos, instintivos, agressivos e sexuais da personalidade.

Esta visão é muito redutora e ao longo dos anos surgiram outras perspectivas, como a de Milton Erickson, que destaca no inconsciente a dimensão mais criativa. Deixou-nos escrita uma pequena história para explicar a sua teoria: “Uma vez, pai e filho encontraram um cavalo a pastar nos seus campos. Não trazia nenhuma identificação, mas o jovem ofereceu-se para devolver o animal ao seu dono. Montou o cavalo e deixou que ele se orientasse. A única coisa que fazia era evitar os perigos, ou que se desviasse para os prados dos vizinhos. Finalmente, o cavalo entrou num estábulo. O dono ficou admirado com a devolução. O jovem explicou que não sabia de quem era o cavalo, que a única coisa que fez foi mantê-lo na estrada e deixar que ele o conduzisse”.

Este episódio ajuda a perceber que a nossa personalidade não é somente inteligência e vontade. Também não podemos resignarmo-nos às forças do nosso inconsciente, pois isso corresponderia a ficarmos amarrados numa teia cada vez mais apertada.

Hoje, felizmente, a psicologia procura ajudar as pessoas a encontrar a sua própria grandeza e o psicólogo é um “oftalmologista da alma” que ajuda a darmo-nos à luz  a nós próprios, cultivando o equilíbrio e jogando sempre com o que realmente somos, com o que queremos ser e também sem esquecermos aquilo a que Deus nos chama. Para isto há que ter sensibilidade e sabedoria.

 

N.M.

 

Posted by N.M. at 09:18:22 | Permalink | No Comments »

Sensibilidade e sabedoria

 

Para a teoria freudiana o inconsciente é uma espécie de grande recipiente onde são depositados os aspectos negativos, imaturos, instintivos, agressivos e sexuais da personalidade.

Esta visão é muito redutora e ao longo dos anos surgiram outras perspectivas, como a de Milton Erickson, que destaca no inconsciente a dimensão mais criativa. Deixou-nos escrita uma pequena história para explicar a sua teoria: “Uma vez, pai e filho encontraram um cavalo a pastar nos seus campos. Não trazia nenhuma identificação, mas o jovem ofereceu-se para devolver o animal ao seu dono. Montou o cavalo e deixou que ele se orientasse. A única coisa que fazia era evitar os perigos, ou que se desviasse para os prados dos vizinhos. Finalmente, o cavalo entrou num estábulo. O dono ficou admirado com a devolução. O jovem explicou que não sabia de quem era o cavalo, que a única coisa que fez foi mantê-lo na estrada e deixar que ele o conduzisse”.

Este episódio ajuda a perceber que a nossa personalidade não é somente inteligência e vontade. Também não podemos resignarmo-nos às forças do nosso inconsciente, pois isso corresponderia a ficarmos amarrados numa teia cada vez mais apertada.

Hoje, felizmente, a psicologia procura ajudar as pessoas a encontrar a sua própria grandeza e o psicólogo é um “oftalmologista da alma” que ajuda a darmo-nos à luz  a nós próprios, cultivando o equilíbrio e jogando sempre com o que realmente somos, com o que queremos ser e também sem esquecermos aquilo a que Deus nos chama. Para isto há que ter sensibilidade e sabedoria.

 

N.M.

 

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