Friday, January 4, 2008

“Os Limites”

Há algum tempo, surgiu nas salas de cinema um filme  intitulado «Treze: a inocência perdida», realizado por Catherine Hardwick. O filme retrata a vida de uma família da classe média americana, sobretudo a de uma jovem adolescente com treze anos, que vive com a mãe e o irmão mais velho, uma vez que os pais estão divorciados. 

Numa tentativa de se encontrar a si própria, a protagonista do filme acaba por cair numa vida marginal: desleixando os estudos, roubando, consumindo drogas e aventurando-se numa vida sexual promíscua. A mãe vai assistindo a este processo de decadência e destruição da própria filha, numa passividade que se confunde com tolerância e amor. Ora, é precisamente aqui é que está o grande perigo! Ao não criar limites a mãe acaba por esvaziar a sua presença e o seu próprio papel.

            Os pais excessivamente bons e permissivos são tanto ou mais prejudiciais para os jovens como aqueles demasiado severos. É errado pensar que se pode educar sem limites. Os jovens precisam desses limites e os pais têm aqui um papel fundamental. Criar limites aos filhos é uma prova de amor! A ausência de limites gera confusão e leva a um «caos interior».

            Por vezes é preciso dizer «não», «basta» ou «chega»! Não se pode fazer tudo o que se quer, ou o que se deseja. Porquê? Porque a vida não é assim! Por isso, é preciso aprendê-lo desde cedo.

            O Dr. João dos Santos (um dos fundadores da pedopsiquiatria em Portugal) numa conferência que dava sobre sexualidade a determinada altura surgiu uma mãe que lhe colocou a seguinte questão:

            «Eu já expliquei ao meu filho tudo sobre o nascimento das crianças, e ele agora quer ver mesmo como é que os pais fazem, quer estar lá no quarto para ver como é. O que é que o Sr. fazia?», ao que o Dr. João dos Santos respondeu com simplicidade: «Olhe minha Sra., se fosse comigo eu dava-lhe dois estalos…!».

 

N.M.

Posted by N.M. at 15:14:47
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